5 dias testando Google Chrome 4 Beta no Linux

5 dias testando Google Chrome 4 Beta no Linux

Há mais de um ano atrás, postei no meu antigo blog sobre o Google Chrome, quando até então era novidade. Dias depois, como ainda não havia nenhuma versão pra Linux, o abandonei e voltei para o bom e velho Panda-vermelho (pois é, o Firefox não é uma raposa!). Demorou – bastante a propósito, mas o Google finalmente liberou uma versão estável pro pinguim e pro Mac.

O primeiro browser que usei foi o Netscape, entre 1998 ~ 2000, até mudar para Internet Explorer, o qual deixei quando conheci a versão 1.0 do Firefox, o qual revolucionou o mundo dos browsers. Em paralelo com o Firefox, acompanhei três versões diferentes do Opera, o qual também gosto bastante e atualmente é meu browser secundário. E agora estou (re)experimentando o Chrome. Será que é hora de mudar novamente?

Novidades interessantes

Há 5 dias estou testando o Google Chrome beta (v. 4.0.249.30) para Linux (utilizo Ubuntu 9.04 durante o dia e Ubuntu 9.10 à noite, mas não notei diferença em relação à isso) e as boas notícias são:

  • Progresso de upload – Quando você faz o upload de uma imagem ou qualquer arquivo para um site, é informado no rodapé o progresso de upload (em %). Isso realmente fazia muita falta;
  • Pin tab – alguns sites você sempre mantém aberto (aka Gmail) então porque não fixá-los no browser? É pra isso que serve as “pin tabs”, abas que ficam no cantinho, discretas e sempre ali disponíveis.
  • Abas no lugar do título da janela – Economia de espaço colocando as abas na barra de título. Isso deixa o layout ainda mais clean;
  • Textareas redimensionáveis – Qualquer textarea pode ser redimensionado, basta clicar no canto inferior direito dele e arrastar. Pode ser útil às vezes;
  • Nunca reinicie o browser – Instalação e desistalação de extensions (aka add-ons) não requerem reinicialização do browser. Aplicação de temas (que a propósito funcionam muito bem) também não.
  • Um processo por aba – O que faz com que se algum site travar, o resto continua funcionando normalmente. Antes que atirem pedras em mim: ok, o Internet Explorer já fazia isso, mas não deixa de ser um diferencial em relação aos outros. É possível também “destacar” uma aba facilmente, transformando-a em uma janela separada. A partir da versão 3.5 do Firefox isso também é possível;
  • Economia de memória – Em pequenos testes que fiz, o Chrome usou cerca de 15% menos memória que o Firefox (v. 3.5.5);

Problemas

Em 5 dias de uso (média de 10 horas / dia), Google Chrome se mostrou bastante estável e não travou nenhuma vez sequer. Um problema que se repetiu duas vezes foi não carregar o Gmail de maneira correta e foi necessário limpar o cache pra fazê-lo voltar ao normal. Fora isso, nenhum outro inconveniente do tipo.

O maior problema de todos é, de longe, a falta de extensions. Perde feito se comparado com o Firefox nesse item. Mas acredito que logo isso já não será um problema: já estão surgindo várias extensions, cada vez mais rapidamente.

Ah, vale citar que no Mac alguns recursos ainda não estão disponíveis, como extensions e pin tabs, segundo um amigo que está testando a mesma versão do browser pra Mac.

Extensions

Testei 4 extensions:

    GMail Checker (v. 1.3) – mostra emails não lidos na inbox. Funcionou perfeitamente bem;
    Firebug Lite (v. 1.25) – achei o máximo quando encontrei. Só que simplesmente não funciona (e não fiquei perdendo muito tempo tentando fazê-lo funcionar);
    Gtalk (by marcelozlot) – Carregou minha lista de amigos, cheguei a ficar online, mas todo mundo ficava off. Tentei três vezes e desisti.
    Google Quick Scroll (v. 0.5.4) – excelente extension. Quando você busca algo no Google e entra em determinada página, ele te mostra onde os termos da busca foram encontrados nas páginas. Realmente fantástico.

Conclusão

Embora ainda esteja na versão beta, já está perfeitament estável. Vou continuar usando como browser padrão, mas ainda não é hora de desistalar o Firefox. Apaguei o Opera da minha máquina e agora o Firefox é o browser secundário. Recomendo que todos testem por alguns dias, como eu fiz e não tirem conclusões precipitadas, afinal… é um browser que promete!

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